Grande dúvida entre os praticantes de musculação em academias,
principalmente entre aqueles que visam em primeiro lugar o processo de
hipertrofia muscular, ou seja, o ganho de massa magra.
Essa é uma ideia muito equivocada dos alunos de academias e, muito
diferente do que eles pensam, o treinamento de endurance combinado ao de
hipertrofia pode melhorar vários sistemas fisiológicos como, por exemplo, a
melhora do sistema cardiovascular que
otimiza o processo de retirada de substâncias catabólicas geradas pelo
treinamento de força, que potencializa o
processo de hipertrofia.
Porém, cuidados devem ser tomados ao montar uma periodização de treino
que contenha o trabalho de hipertrofia concomitante com o de endurance:
·
O treino aeróbico não deve possuir uma duração
muito longa como, por exemplo, 3 horas na esteira. Nesse caso as fontes de energia
para manter esse volume de treinamento deixam de ser com base na glicose e nos
ácidos graxos (gordura) e passam a ser com uso da proteína dos músculos.
·
Se possível, o treinamento aeróbio deve ser
feito após o treinamento de foça. Mesmo que
a predominância do trabalho de endurance seja do uso da gordura, uma parte dela
é feita a partir do uso do glicogênio muscular e mesmo que pouco, já é o
suficiente para interferir no trabalho de força.
Mas vale ressaltar que para indivíduos experientes do treinamento de
força, o treinamento combinado pode interferir no processo de hipertrofia
devido à fadiga e ao overtraining,
resultados do grande excesso do volume de treinamento, a depleção de fontes
energéticas e a secreção de hormônios catabólicos.
Fonte: BUCCI, M.; VINAGRE, E.C.; CAMPOS,
G.E.R.; CURI, R.; PITHON-CURI, T.C. Efeito do treinamento concomitante
hipertrofia e endurance no músculo esquelético;
YAMADA A.; Mitos e verdades do treinamento de força; Revista Muscle in Form.
YAMADA A.; Mitos e verdades do treinamento de força; Revista Muscle in Form.






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